Naturalmente Eu (Glausireé Dettman de Araújo)
A cultura urbana se mistura com meu sangue.
O verde é concretado no cinza.
E o concreto torna-se substância amarga.
Neste fluxo e refluxo da águas calmas e tormentas,
Sinto-te assim: broto do porvir...
Local onde se concentram as esperanças,
Ou mais propriamente dito,
O ato de ser livre.
Talvez a palavra seja fato
De liberdade, onde os grilhões se partem para
Os sentimentos verídicos fluírem.
Sinto-te sem princípio
Ou destino, mas interligada em meu existir.
E os caminhos agora apontam 2027... vou aprendendo
Contigo a pintar o sete e esteticamente significar o existir.
Obrigada por sua luz na minha vida, por permitir que eu faça
Parte do seu pequeno mundinho.
Canções e mais canções são reveladas ao vento,
Palavras que fazem o coração explodir.
Amanhecer e sentir o brilho do teu olhar,
A me iluminar, a me conduzir.
Vou caminhando, passo aqui, outro ali. E, seguramente,
Procuro e alcanço seu eterno navegar em mim.
Natureza, és meu início, meio e fim.

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