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terça-feira, 8 de junho de 2010

Naturalmente Eu, poesia escrita pela Professora Gal, vencedora do Concurso Eu sou a Natureza

Naturalmente Eu (Glausireé Dettman de Araújo)



A cultura urbana se mistura com meu sangue.

O verde é concretado no cinza.

E o concreto torna-se substância amarga.

Neste fluxo e refluxo da águas calmas e tormentas,

Sinto-te assim: broto do porvir...

Local onde se concentram as esperanças,

Ou mais propriamente dito,

O ato de ser livre.

Talvez a palavra seja fato

De liberdade, onde os grilhões se partem para

Os sentimentos verídicos fluírem.

Sinto-te sem princípio

Ou destino, mas interligada em meu existir.

E os caminhos agora apontam 2027... vou aprendendo

Contigo a pintar o sete e esteticamente significar o existir.

Obrigada por sua luz na minha vida, por permitir que eu faça

Parte do seu pequeno mundinho.

Canções e mais canções são reveladas ao vento,

Palavras que fazem o coração explodir.

Amanhecer e sentir o brilho do teu olhar,

A me iluminar, a me conduzir.

Vou caminhando, passo aqui, outro ali. E, seguramente,

Procuro e alcanço seu eterno navegar em mim.

Natureza, és meu início, meio e fim.

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