O mangá é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. Vários mangás dão origem a animações para exibição na TV, vídeo ou cinemas, mas também há o processo inverso em que as animações tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.
Os mangás têm suas raízes no século VIII d.C., com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados.
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros com estilo japonês. O Genji Monogatari Emaki é o exemplar mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chojugiga. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
No período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler.
Os mangás não tinham sua forma atual, que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos EUA e Europa, os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas (desenhistas) sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.
As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e Fleischer, onde olhos boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopeias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.
A maioria dos mangás tinham como público-alvo as crianças e jovens, nos anos 60 aparecem para adultos abordando assuntos mais sérios e com roteiros mais complexos. Assim, os mangás cresceram com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público tornando-se aceitos culturalmente. Como espelho social abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de "como fazer", revelando assim suas funções pedagógicas.
Formato
A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a brochura à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.
Além disso, o conteúdo é impresso em preto-e-branco, contendo esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.
Há também os fanzines que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade a alguma série famosa.
terça-feira, 1 de junho de 2010
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Para as meninas recomendo "As Guerreiras Mágicas de Rayearth" e "Card Captor Sakura", ambos da CLAMP.
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